… à bruta ou com meiguice!?

Pelos meandros do poder, seja por Lisboa, essa bela localidade, ou pelo centro de uma Europa a duas velocidades, circulam rumores de que, apesar do esforço dos Portugueses, a ajuda externa estará para breve.

Resta uma duvida, qual o modelo de ajuda para Portugal?

As hipóteses são duas. Ou uma intervenção à bruta, que dói mais, semelhante ao que sucedeu com a Grécia ou com a Irlanda, o que seria muito mau. Ou uma intervenção segundo o novo modelo, em que o Fundo de Estabilização Europeu compra a nossa divida um pouco acima da da taxa do mercado, estabelecendo assim um tecto para os juros. Sendo esta solução bem mais simpática para  o Portugal que aperta um cinto já nos seus últimos furos, há contudo que aguentar o barco ate Maio, mas olhando para os mais  recentes movimentos da oposição, e sabendo da sede de poder que aperta por essas bandas, a situação esta complicada. Se uma crise politica surgir neste momento, com um provável vazio governativo, ainda que momentâneo, os juros subirão logo de seguida. Apresentando o Governo uma resolução de apoio ao mais recente pacote de medidas de austeridade, sendo quase certo o seu chumbo, a situação será a ingovernabilidade, ficando o Presidente Cavaco refém das ameaças e palavras que se calhar nunca pensou cumprir.

Poderemos mudar certamente de Governo, se para melhor já duvido, pois as actuais politicas seguidas não são certamente do agrado dos actuais governantes, até porque nenhum politico governante gosta de perder votantes, mas antes um reflexo de uma cartilha que os “Merkle’s e Trichet’s” dessa Europa nos impõem. Qualquer primeiro ministro que ai venha terá ainda menos poder que o actual, perspectivando se desde logo uma maior carga sobre a classe media e trabalhadores. O Presidente da Republica, esse Sr. dos tabus, pagara alto o preço da sua não decisão, ao não ter forçado uma coligação nas ultimas eleições legislativas. O povo, esse grande decisor, será chamado mais uma vez a eleições, que ninguém diz querer, mas todos esperam obter, porque com elas vem o poder, esse sim desejado.

A escolha é nossa, como é que queremos? … à bruta ou com meiguice!?

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